Partir é ficar
Falar é calar
Seguir é voltar
É desconhecer, o explorar
É fundo cair, se levantar
E se foge para chegar
E se acorda para ninar
E se mata para salvar
Muito mais que por matar
Então clamas: Ai de mim!
Que mais a ganhar teria
Não rumando por aqui
Mas por outra cercania
Que inocente és, pois sim!
Como é vã tua agonia
Perderias tanto assim
Quanto talvez lucrarias
Que cada universo em que entras
De outros te vai afastar
Para cada amor que acolhes
Dezenas vais despedaçar
Para um amigo que enlaças
Outros vários vais abandonar
Para uma dor que obliteras
De outras muitas tens de te lembrar
Que o mundo é mesmo assim
Estende a mão para retirar
Escolher é sempre perder
Ainda que se escolha ganhar
No entanto estás fadado a ele
E jamais poderás escapar
Tua existência ele tem o poder
De à sua vontade arrastar
E teus instantes ele vai roubar
E teus sorrisos ele vai borrar
Sem esperanças, tu vais sufocar
Que tua energia ele sabe esgotar
- Ei, ei... Mundo velho sem porteira...
Perfeito.
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